Movimento busca assinaturas para pedido de reativação do auxílio emergencial

Entidades pretendem entregar documento ao novo presidente da Câmara dos Deputados; objetivo é garantir renda básica para população brasileira enquanto a vacina não chega a todos

Texto: Redação I Edição: Nataly Simões I Imagem: Marcello Casal Jr.

 Em meio ao período de mudanças no Congresso Nacional, a Coalizão Negra Por Direitos e outras 300 entidades de representantes da sociedade civil lançaram nesta terça-feira (2) uma campanha pela reativação urgente do auxílio-emergencial de R$ 600. A  ação é para que o povo brasileiro tenha condições mínimas de enfrentar a pandemia, que ainda não acabou.

A campanha "Auxílio Até o Fim da Pandemia" busca assinaturas em uma plataforma que pede apoio a um documento que será entregue, ainda em fevereiro, para o novo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). A meta é alcançar 500 mil assinaturas.

"Em 2020, o auxílio conseguiu garantir não só a comida no prato de milhões de brasileiros, mas também milhões de vidas, permitindo que as pessoas ficassem seguras em casa. A pandemia ainda não acabou, nem a economia se recuperou. Não faz sentido obrigar milhões de pessoas em todo o Brasil a se exporem ao contágio, buscando empregos que não foram criados", alerta Paola Carvalho, do movimento.

De acordo com a Caixa Econômica Federal, responsável pelo pagamento do auxílio-emergencial, o benefício criado em abril do ano passado teve uma extensão de pagamento em setembro e foi encerrado em dezembro. Na fase de extensão, o valor foi reduzido de R$ 600 para R$ 300. Sem o auxílio emergencial, 27 milhões de brasileiros voltaram para a extrema pobreza e sem condições de comprar alimentos. Essa situação se agrava com o desemprego e com a inflação.

O início da vacinação, em janeiro, não representa, por enquanto, segundo as entidades, uma justificativa para o fim do auxílio. Para ter efeito a vacinação deve cobrir, no mínimo, 70% da população que é de 209 milhões de pessoas, porém, menos de 1% foi vacinada com a primeira dose da imunização.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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