Curso aborda relação entre racismo e meios de comunicação no Brasil

A atividade é proposta pela plataforma "Semiótica Antiarracista e prevê a participação de mais de 600 comunicadores do país; evento acontecerá nos dias 6 e 7 de fevereiro e está com inscrições abertas

Texto: Victor Lacerda I Edição: Lenne Ferreira I Imagem: Reprodução/Globo Filmes 

A plataforma ‘Semiótica Antirracista’, idealizada por pesquisadoress da Universidade Federal da Bahia (UFBA), promove o curso “Racimo e Mídia no Brasil: uma abordagem semiótica”, que acontecerá nos dias 6 e 7 de fevereiro. Em sua 7ª edição, o curso prevê contar com a participação de mais 600 profissionais, estudantes e pesquisadores da área de comunicação do país. As inscrições para a primeira turma de 2021 estão abertas. 

A atividade tem como objetivo fornecer instrumentos teóricos e metodológicos para uma maior análise dos discursos midiáticos, sejam eles apresentados na TV, revistas, jornais ou internet, a partir de uma perspectiva pautada pelo antirracismo. Pelo contexto de pandemia, todo o curso será ministrado e assistido via plataforma on-line. 

Os conteúdos serão divididos em dois módulos e apresentados em dois dias seguidos. No dia 6 de fevereiro, os inscritos contarão com apresentação dos conceitos fundamentais para a reflexão sobre o racismo midiático, desde uma perspectiva semiótica. Já no dia 7, apresentação de categorias, operadores teórico-metodológicos e estratégias de análise de conteúdos midiáticos.

O curso ainda pretende disponibilizar, em formato PDF, uma bibliografia de apoio e uma complementar, para aprofundamento sobre o tema e estudos posteriores. 

O mini-curso é uma iniciativa dos jornalistas Bruna Rocha e Cássio Santana, pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas (PósCom) da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

As inscrições podem ser feitas através do link https://forms.gle/j7suuKWQvJR1QpKX7. Para mais informações, Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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