Presidente do Congresso apoia volta do auxílio emergencial, pressionada por movimento negro

Senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) disse que a prioridade é colocar comida na mesa da população e se comprometeu a contribuir com a articulação para aprovação de medidas urgentes

Texto e Imagem: Juca Guimarães, de Brasília I Edição: Nataly Simões

O presidente do Congresso Nacional, o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), participou de uma reunião com representantes da Coalizão Negra por Direitos, articulação que reúne centenas de entidades do movimento negro, e da campanha Renda Básica que Queremos.

“Essa mobilização é formada, em sua maioria, por grupos da periferia que têm atuação na ponta e acompanham de perto os efeitos da pandemia e o caos social que se instalou. Com o fim do auxílio só piorou a situação. O Estado brasileiro precisa dar conta da sua função principal que é cuidar da população. A política econômica não pode estar acima da vida das pessoas”, afirmou o professor Douglas Belchior, da UneAfro Brasil e que participou da reunião.

A conversa do presidente do Congresso com movimentos sociais organizados na quinta-feira (11) aconteceu após uma sessão no legislativo em que o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, apresentou os planos do governo para o combate à pandemia.

O eixo principal da campanha é o retorno do auxílio emergencial de R$ 600 até que toda a população brasileira seja vacinada contra a Covid-19. O valor de R$ 200 por um período determinado de quatro meses como oferecido pelo  governo não atende às expectativas dos representantes da campanha, que conta com o apoio de mais de 240 entidades.  “O valor de R$ 200 não alimenta uma família de quatro pessoas nem por uma semana”, alertou Belchior.

“Evidentemente, R$ 200 é pouco. Como uma famíla sobrevive com R$ 200? A pandemia aumentou a desigualdade social e econômica no país. Temos que encontrar um caminho que concilie a responsabilidade fiscal, porque não podemos correr o risco de colapsar a economia, mas ao mesmo tempo devemos ter a responsabilidade de ajudar as pessoas”, disse Pacheco.

Ainda de acordo com o presidente do Congresso, não há dúvida sobre a urgência de retomada do auxílio emergencial no momento em que o país vive. “A maior necessidade que temos hoje é colocar comida na mesa dos brasileiros mais pobres”, acrescentou.

A senadora Leila Barros (PSB-DF) e o senador Wellington Fagundes (PL-MT) tambén participaram do encontro e confirmaram o apoio à campanha em favor do auxilio emergencial até o fim da pandemia. Além das discussões sobre o retorno do auxílio emergencial, o presidente do Senado acenou com o compromisso de levar adiante a discussão de uma renda básica permanente. “No momento seguinte, é preciso discutir algo que seja perene, uma política de Estado com garantias mínimas de dignidade para todos”, salientou Pacheco.

No dia 18 de fevereiro a campanha Renda Básica que Queremos vai promover uma série de atos nas casas legislativas do país para pressionar pela volta do auxílio emergencial com um valor que contemple as necessidades da população.

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